Tecnologia

Tráfego pirata de IPTV é maior que de torrents, diz pesquisa


O tráfego gerado por sinais pirata de IPTV supera o volume de downloads irregulares via torrents, segundo uma pesquisa realizada pela Sandvine. A consultoria especializada em redes controlou o tráfego de Internet fixa no mercado norte-americano durante o mês de Agosto e verificou que 6,5% das casas dos Estados Unidos e no Canadá possuem dispositivos que se conectam com sites e serviços vinculados à distribuição de sinal pirata de TV pela Internet. Segundo a pesquisa, a parcela traduz-se em sete milhões de “assinantes” de serviços irregulares de conteúdo multimédia.

A Sandvine também observa que é impossível determinar quantas horas o norte-americano gasta por dia usando serviços piratas de IPTV, já que os dispositivo continuam ligados aos canais mesmo em stand-by. Dessa forma, volume de 6,5% de tráfego no mês pode não representar com fidelidade o total.

Em todo o caso, o resultado da pesquisa mostra que, enquanto o mercado se preocupa com a reprodução ilegal de conteúdo por download, é no streaming ilegal que grande parte do consumo de material pirata ocorre atualmente. O mais grave é que, em geral, esses serviços cobram mensalidades dos usuários.

Segundo o estudo, isso significa que 6% de todo o volume de tráfego dos dois países está associado com serviços pirata de IPTV. Para uma comparação, no mesmo período, o tráfego gerado por downloads de torrents chegou a apenas 1,73% do total. A pesquisa também observou que os acessos dos serviços irregulares de TV via Internet crescem nos períodos em que o tráfego vinculado a YouTube e Netflix diminui — provavelmente durante eventos desportivos e de entretenimento ao vivo ou exclusivos da TV paga (por assinatura ou por cabo).

Chama também a atenção, de acordo com a pesquisa, que os equipamentos associados ao uso de sinais piratas de TV via Internet sejam customizados em grande maioria: 95% dos acessos partiu de HTPCs e set-top-boxes caseiras, deixando para trás dispositivos com Kodi ou os modelos da Roku (3 e 2%, respectivamente). Sendo assim, há que se “abrir o olho” com a “nova pirataria”.

Em Portugal aparelhos com os dois sistemas de IPTV (TV por Internet) são facilmente encontrados. Com código aberto, os softwares por si só não caracterizam pirataria — apenas quando usados para transmitir conteúdo não autorizado e protegido por direitos autorais em canais públicos (ou até mesmo cobrando por isso). O sistema permite transformar um dispositivo numa central de media. O utilizador pode reproduzir e visualizar vídeos, músicas, podcasts e outros arquivos de media digital, a partir de suportes de armazenamento físico ou em nuvem. O “pulo do gato” de programas como esse é a capacidade de reproduzir conteúdo online, local e em rede pessoal via stream.


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