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Hugo Barra já não é o vice presidente da Xiaomi


A situação menos confortável da Xiaomi não é novidade. A marca chinesa sofre na Índia e até na China. A novidade desta vez, é que o brasileiro Hugo Barra deixou o cargo de vice-presidente da empresa.

Esta mudança de planos tornou-se oficial após um comentário do próprio Hugo, no seu perfil do Facebook. Foram três anos e meio de trabalho, que aparentemente não resultaram no que o objetivo do seu cargo esperava: tornar a Xiaomi uma marca mundial.

Expansão que (ainda) não aconteceu

Na sua publicação, Barra comenta que os anos que passou em Pequim foram os mais desafiadores de toda a sua vida. O brasileiro mudou de trabalho em 2013, quando deixou o alto cargo que ocupava dentro do Google, comandando parte do Android (ele era vice-presidente do Android, apenas). Na época, a Xiaomi vendeu 7,5 milhões de smartphones. Dois anos depois, este número saltou para 61 milhões de unidades, ou um crescimento de 800%.

Mesmo assim, com um sucesso forte na Ásia, Europa e nalguns outros países, Barra não conseguiu fazer a Xiaomi brilhar em muitos lugares. Até mesmo nos Estados Unidos, um mercado gigantesco e que gasta dinheiro, a marca asiática não conseguiu marcar presença forte.

Recentemente, na CES deste ano, muitos aparelhos foram apresentados. O problema é que a maioria deles fica focado lá na China, com pouca coisa pensada para outros mercados.

A China vem, assim como fez Taiwan, mudando a forma como é vista. De maior fabricante de cópias de péssima qualidade, para pioneira em tecnologia e produtos de ponta. Temos o caso da DJI, que domina com facilidade o mercado de drones e tem as melhores opções do mercado. A Lenovo é outro exemplo, está a segurar as rédeas da Motorola e mostrou que notebooks podem evoluir para outros produtos.

De qualquer forma, é quase que impossível que com o currículo que Hugo Barra tem, ele fique longe de alguma empresa de tecnologia.


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